A engenharia de custos é um instrumento estratégico que pode revolucionar a forma como obras são planejadas, executadas e finalizadas. Segundo o engenheiro Ricardo Chimirri Candia, aplicar técnicas precisas de orçamento, previsão e acompanhamento financeiro garante não apenas a viabilidade econômica de um projeto, mas também a otimização de recursos ao longo de todo o ciclo da obra. Com ela, a tomada de decisões deixa de ser baseada em estimativas vagas e passa a seguir dados concretos e análises detalhadas.
Ao integrar métodos de planejamento, previsão e controle financeiro, o gestor consegue identificar gargalos antes que se tornem problemas, evitando, atrasos e gastos inesperados. Dessa forma, a Engenharia de Custos torna-se um pilar essencial para a sustentabilidade econômica e o sucesso no setor da construção. Leia mais abaixo:
Planejamento estratégico com base na engenharia de custos
O planejamento é o ponto de partida para qualquer projeto bem-sucedido, e na engenharia de custos ele assume um papel ainda mais relevante. Com base em dados técnicos e históricos, é possível definir orçamentos realistas, prever cenários e estabelecer margens de segurança. Conforme explica Ricardo Chimirri Candia, essa abordagem permite que o gestor antecipe riscos financeiros e crie estratégias para mitigá-los, aumentando a segurança econômica da obra.

Além disso, o planejamento eficiente envolve a elaboração de cronogramas físico-financeiros detalhados. Essa ferramenta conecta etapas construtivas aos desembolsos previstos, permitindo um fluxo de caixa equilibrado. Com isso, evita-se que a obra sofra interrupções por falta de recursos ou má distribuição de investimentos. O resultado é um projeto mais organizado, previsível e financeiramente saudável.
Previsão de custos e análise de viabilidade
A previsão de custos é uma das maiores vantagens da Engenharia de Custos, pois fornece clareza sobre o capital necessário antes e durante a execução. Como elucida Ricardo Chimirri Candia, essa análise envolve estudar o mercado, levantar preços atualizados e simular diferentes cenários para entender como variáveis externas, como inflação ou flutuações cambiais, podem impactar o orçamento. Assim, o gestor toma decisões mais assertivas e evita surpresas desagradáveis.
Outro ponto crucial é a análise de viabilidade econômico-financeira, que garante que o projeto seja não apenas tecnicamente possível, mas também rentável. Essa etapa considera indicadores como Taxa Interna de Retorno (TIR) e Valor Presente Líquido (VPL), além de custos indiretos e potenciais riscos. Com base nessas informações, é possível decidir se a obra deve prosseguir, ser ajustada ou até mesmo adiada para garantir retorno adequado.
Controle financeiro contínuo durante a execução
Mesmo com um bom planejamento e previsões precisas, o controle financeiro constante é indispensável para manter o projeto nos trilhos. De acordo com Ricardo Chimirri Candia, monitorar despesas em tempo real permite corrigir desvios rapidamente, evitando que pequenos problemas se transformem em grandes prejuízos. Ferramentas digitais de gestão podem auxiliar nesse acompanhamento, integrando informações de compras, medições e pagamentos.
O controle também envolve auditorias internas e a revisão periódica do orçamento, garantindo que as decisões se mantenham alinhadas às metas iniciais. Ao adotar essa disciplina, o gestor assegura que cada etapa seja concluída dentro do custo previsto, preservando a rentabilidade e a competitividade do empreendimento. Assim, a engenharia de custos se consolida como aliada da eficiência e da transparência.
Em resumo, a aplicação da engenharia de custos transforma a gestão financeira de obras ao integrar planejamento, previsão e controle de forma estratégica. Para Ricardo Chimirri Candia, essa abordagem não apenas protege o orçamento, mas também maximiza o retorno sobre o investimento, garantindo obras mais sustentáveis. Em um cenário cada vez mais competitivo, adotar essa metodologia é um diferencial para empresas e profissionais que desejam entregar resultados com qualidade e custo equilibrados.
Autor: Gregorya Lima