O controle de qualidade é um dos pilares para garantir segurança, desempenho e durabilidade das construções, como destaca Marcio Andre Savi, profissional da área. Inclusive, em um cenário de obras cada vez mais complexas, prazos apertados e exigências técnicas rigorosas, investir em controle de qualidade não é um custo adicional, mas uma estratégia de prevenção.
Pois, falhas estruturais, retrabalhos e desperdícios costumam estar associados à ausência de planejamento e fiscalização adequada. Por isso, compreender cada etapa desse processo é fundamental. Nos próximos parágrafos, veremos as principais etapas do processo, os métodos de inspeção, os ensaios técnicos mais utilizados e os cuidados necessários para assegurar conformidade com padrões técnicos e regulatórios.
Por que o controle de qualidade em obras de engenharia começa no planejamento?
Segundo Marcio Andre Savi, antes mesmo da execução, o controle de qualidade deve ser estruturado no planejamento. É nessa fase que são definidos cronogramas, especificações técnicas, critérios de aceitação e responsabilidades da equipe. Isto posto, projetos executivos detalhados reduzem ambiguidades e facilitam a verificação em campo.
Além disso, a definição prévia de procedimentos de inspeção e ensaios técnicos permite antecipar riscos. Quando o planejamento é negligenciado, as decisões passam a ser reativas, o que compromete o desempenho final da obra. Desse modo, obras que integram qualidade desde a concepção apresentam menor índice de não conformidades. Isso ocorre porque o controle deixa de ser corretivo e passa a ser preventivo.
Quais são as principais etapas do controle de qualidade durante a execução?
Durante a fase executiva, o controle de qualidade em obras de engenharia se materializa por meio de rotinas claras e sistemáticas. De acordo com o profissional da área, Marcio Andre Savi, não se trata apenas de fiscalizar, mas de acompanhar cada etapa de forma técnica e organizada. Tendo isso em vista, entre as etapas mais relevantes, destacam-se:
- Recebimento e verificação de materiais: análise de certificados, conferência de especificações e inspeção visual para identificar possíveis irregularidades;
- Inspeção de serviços executados: verificação dimensional, alinhamento, nivelamento e conformidade com o projeto estrutural e arquitetônico;
- Registro e rastreabilidade: documentação fotográfica, relatórios técnicos e fichas de controle que garantem histórico completo da obra;
- Correção de não conformidades: identificação rápida de falhas e implementação de ações corretivas antes que o problema avance para etapas posteriores.
Aliás, esses procedimentos precisam ser integrados ao cotidiano do canteiro. Assim, quando aplicados de forma contínua, reduzem retrabalhos e fortalecem a confiabilidade do empreendimento.

Como assegurar conformidade com normas e regulamentos?
Conforme expõe Marcio Andre Savi, a conformidade com normas técnicas e legislações vigentes é parte indispensável do controle de qualidade em obras de engenharia. Uma vez que o descumprimento de padrões pode gerar penalidades, embargos e prejuízos financeiros significativos.
Isto posto, para assegurar essa conformidade, é necessário manter atualização constante sobre regulamentações e garantir que todos os profissionais envolvidos compreendam suas responsabilidades. Treinamentos periódicos e reuniões técnicas contribuem para alinhar expectativas e evitar falhas de interpretação.
Quais cuidados evitam retrabalhos e desperdícios?
Prevenir retrabalhos é um dos maiores benefícios do controle de qualidade em obras de engenharia. Erros acumulados geram atrasos e aumentam custos, além de comprometer a reputação da empresa responsável. Entre os cuidados essenciais estão a comunicação eficiente entre equipes, o acompanhamento diário das atividades e a validação técnica antes da liberação de cada etapa.
Segundo o profissional da área, Marcio Andre Savi, pequenas falhas, quando identificadas cedo, são resolvidas com menor impacto. Outro ponto relevante é o alinhamento entre projeto e execução. Divergências não tratadas podem resultar em soluções improvisadas, que comprometem o desempenho estrutural.
A qualidade como uma estratégia de sustentabilidade e credibilidade
Em última análise, o controle de qualidade em obras vai além da fiscalização. Ele representa um compromisso com a segurança, a eficiência e a responsabilidade técnica. Assim, ao integrar planejamento, inspeções, ensaios e conformidade normativa, o processo se torna um diferencial competitivo. Portanto, empreendimentos que adotam uma postura preventiva constroem não apenas estruturas sólidas, mas também reputação no mercado.
Autor: Gregorya Lima

